As Linhas de Trabalho
obedecem a irradiações divinas, mas são regidas pelos orixás intermediadores
(os que estão mais próximos de nós).
As Linhas de Trabalho
são atratoras dos espíritos que buscam uma oportunidade de evolução dentro da
religião.
Um guia espiritual é um
manifestador de um mistério religioso.
Quando um guia se
apresenta como um Caboclo de Ogum, é porque ele foi absorvido pela Lei Maior,
foi incorporado à hierarquia do orixá Ogum, desenvolveu em si uma das
qualidades desse orixá e atua regido pelo fator ordenador da criação divina.
Encontramos nos nomes
simbólicos dos Guias de Lei sua qualidade e sua qualificação ou campo de
atuação.
Temos Caboclos Oxalá,
Oxóssi, Xangô, Ogum, Iemanjá, Iansã, etc.
O mesmo se repete com as
linhas de trabalho formadas por Exus e Pombagiras.
Exemplos de nomes
simbólicos:
Caboclo Sete Espadas: Caboclo de
Ogum, ordenador nos sete sentidos da vida ou nos sete campos de Ogum.
Caboclo Sete Flechas: Caboclo de
Oxóssi, que atua nos campos de Iansã.
Caboclo Serra Negra: Caboclo de Xangô, que atua nos campos de Mãe Oiá.
Caboclo Rompe-Mato: Caboclo expansor do Conhecimento, regido essencialmente pelo orixá
Oxóssi.
Caboclo Sete Pedreiras: Caboclo de Iansã, que atua como direcionador nos sete sentidos da
vida.
Exu Tranca-Ruas das
Almas: Exu de Ogum, atuando sob a irradiação de Omolu e
de Obaluaê, pois só a Lei Maior tranca ou prende um espírito degenerado.
Exu Tranca-Gira das
Almas: Exu de Iansã, orixá da Lei que atua como
aplicadora ativa nos campos da Justiça Divina.
Maria Molambo: Maria = Oxum; Molambo = pessoa mal vestida, de aparência deprimente e
miserável. Ela é uma Pombagira de Oxum, atuando na irradiação de Omolu. Atua
sobre os espíritos degradados ou que perderam seus bens divinos (amor, fé,
conhecimento, etc.), visando a reagregá-los. Os abandonados na vida estão no
campo da morte. Eu agrega ao seu mistério os espíritos que
"conceberam" de forma errada ou que afrontaram os princípios da vida
e assim perderam a noção dos seus valores maiores.
Com estes nomes
simbólicos, as linhas de trabalhos vão mostrando qual orixá as regem, a qual
sentido da vida os exus servem e quais são os aspectos negativos com os quais
eles lidam.
Símbolos, cores,
sentidos e nomes afins com divindades sincretizadas são usados e podem ser
interpretados por analogia ou comparação.
Texto extraido da
apostila do curso de Teologia de nosso Núcleo, baseado em livros doutrinário de
Rubens Saraceni - Editora Madra
LINHAS DE TRABALHO EM NOSSO NÚCLEO
Caboclo: tem o arqétipo do índio brasileiro
Preto Velho: tem o arquétipo do negro escravo
Baiano: tem o arquétipo do nordestino brasileiro
Boaideiro: tem o arquétipo do peão de boaideiro , que levava levava bois de um lugar para outro em comitivas.
Erê (crianças): são seres encantados da natureza e muitos são filhos dos negros escravos.
Ciganos: tem o arquétipo do próprio povo cigano, viajantes sem rumo que andam em caravanas.
Marinheiro: tem o arquétipo do marujo do mar
Sereias: são seres encantados da natureza que habitam o mar.
Exu, Pomba Gira e Exu Mirim: é o triangulo de forças da esquerda da Umbanda
Com exceção da linha das Sereias, as consultas são dadas por essas linhas.
Há também a manifestação dos pais e mães Orixás durante os Trabalhos espirituais.